Tudo que você precisa saber sobre finanças pessoais

Todo brasileiro gostaria de alcançar sua estabilidade financeira, mas você sabia que, conforme a fase de suas finanças, as dicas para alcançar um equilíbrio nas contas acabam mudando? Por exemplo, você precisa saber se quer guardar um dinheiro para emergências, ou tem planos para construir sua casa própria!

São várias possibilidades que você possui para equilibrar suas contas, por vamos te apresentar algumas opções em um guia prático com um passo a passo.

Para ler as dicas abaixo, encontre seu perfil ou a situação que mais se relaciona com as suas finanças atualmente. Assim, saberá exatamente qual o próximo passo para melhorar seu equilíbrio financeiro. Boa leitura 🙂

Perfil 1: Tenho dinheiro guardado e quero investir

Se você já tem dinheiro guardado, ótimo! Começou sua organização de maneira correta: fazendo uma reserva financeira para emergências. Onde e como investir vai depender de quanto dinheiro você já tem guardado.

Já tenho mais de 6 salários guardados

Você faz parte de uma minoria! Infelizmente, menos de 5% da população brasileira está nessa situação, mas a maioria investe mal. Sugiro dividir seu investimento em dois grupos:

Grupo 1: Manter o equivalente a seis salários investidos num fundo DI porque esta aplicação, além de ter um baixo risco, tem a chamada liquidez, o que significa que você consegue sacar o dinheiro no mesmo dia.

Grupo 2: O restante você pode investir em CDBs de bancos médios, porque esses papeis têm rentabilidade maior que a de um fundo DI e são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil, caso o banco declare falência. No entanto, os CDBs de bancos médios não podem ser resgatados a qualquer momento.

Perfil 2: Não tenho dinheiro guardado, mas quero começar a economizar

Você não está sozinho: mais de 60% da população está nessa situação. Sugiro seguir 3 conselhos para começar a economizar:

Conselho 1: Use nosso aplicativo para controlar automaticamente suas finanças. Já imaginou um carro sem o painel de controle? As pessoas provavelmente sofreriam mais acidentes, passariam dos limites de velocidade e também ficariam sem combustível no meio da rua. Ou seja, dirigiriam sem nenhuma orientação ou parâmetro. Pois é, com as finanças não pode ser diferente. Se você não usa o Meu Planejamento Financeiro, provavelmente está gerenciando seu dinheiro dessa forma. As pessoas conseguem economizar  mais por mês depois que começam a usar o nossos serviços.

Conselho 2: Utilize a regra chamada de “10 mil- 300”.

Na nossa rotina, há milhares de gastos corriqueiros para os quais, muitas vezes, não damos muita atenção. Este é o caso do almoço em restaurantes, lanches e cafés da tarde ou mesmo assinaturas de coisas que não usamos ou lemos.

Se quer saber quanto esse gasto diário representaria após 20 anos, basta multiplicar a quantia por 10 mil. Por exemplo, se você costuma desembolsar R$ 15 pra almoçar todos os dias, em duas décadas você teria acumulado R$ 150 mil! Uma bela fortuna que você poderia usar para comprar uma casa, investir ou mesmo desfrutar melhor a sua aposentadoria, já pensou?

Outro exemplo: se você conseguir cortar do seu dia a dia o valor de uma passagem, andando alguns quarteirões a mais, levando em consideração que o ônibus em São Paulo custa R$ 3,80, seriam R$ 38 mil poupados após 20 anos. E isso se não houver reajuste! Ou seja, se há esta opção de ir a pé, a considere.

Claro, alguns hábitos dificilmente podem ser cortados por completo. Mas para almoços fora de casa, por exemplo, por que não levar sua própria refeição algumas vezes por semana? O mesmo vale para os lanches da tarde, sucos e água que são consumidos em lanchonetes todos os dias

Conselho 3: Automatize seus investimentos. Assim que seu dinheiro cair na conta, transfira o máximo possível para um fundo DI. Como você está em uma fase de construir a primeira reserva de emergência, sugiro  que você busque um fundo de renda fixa de sua segurança.

Perfil 3: Estou com o nome sujo

Ninguém gosta de estar nesta situação, mas é preciso encará-la de frente e seguir algumas dicas simples:

Dica 1: Consulte seu CPF gratuitamente no site da Serasa, mesmo que não esteja com o nome sujo. Assim, você descobre onde está com pendências.

Dica 2: A melhor forma de você limpar seu nome é renegociando suas dívidas e evite de todas as maneiras, pegar novos créditos. Procure contato com seus credores e peça descontos para pagar essas dívidas. Depois de conseguir renegociar o valor, monitore suas contas para quitar nas formas que foi combinado.

Suas dívidas acumuladas formam seu histórico de crédito no mercado, não basta limpar o nome. É preciso mantê-lo limpo por um bom tempo para sua nota de crédito melhorar ao longo do tempo e você voltar a ser visto como um bom pagador pelas instituições.

Perfil 4: Não consigo pagar toda minha fatura de cartão de crédito, mas ainda estou com o nome limpo

A principal sugestão é não continuar pagando juros do rotativo do cartão. São realmente muito caros. A solução aqui é quitar seu cartão usando uma linha de crédito mais barata, dependendo da sua situação:

Situação 1: Se você for aposentado, pensionista, funcionário público ou sua empresa tiver convênio para crédito consignado, procure uma linha de crédito consignado. Elas são mais baratas.

Situação 2: Se você tiver um imóvel ou veículo quitado em seu nome, pode tentar um empréstimo usando esses bens como garantia. Isso vale à pena para dívidas maiores que R$ 10 mil.

Situação 3: Para outros casos, procure uma linha de crédito pessoal. Antes de contratar junto ao seu banco compare com as taxas oferecidas pelo mercado.

Além desta primeira dica para baratear a dívida, cabem mais duas sugestões:

Sugestão 1: Não parcele compras, mesmo sem juros. Essas parcelas podem ser pequenas individualmente, mas quando somadas geram descontrole porque sua fatura passa a ter valores não muito previsíveis.

Sugestão 2: Se você não consegue mais manter o controle do cartão de crédito, comece a usar um cartão pré-pago. Esses cartões exigem que você transfira dinheiro para ele antes de gastar nas compras. Ou seja, você só vai poder gastar o dinheiro que já colocou no cartão. Assim, você evita descontrole.

Perfil 5: Recorro ao cheque especial frequentemente, mas ainda estou com o nome limpo

Pare imediatamente de pagar os juros do cheque especial. São realmente muito caros. A solução aqui é quitar seu cheque especial usando uma linha de crédito mais barata, dependendo da sua situação:

Situação 1: Se você for aposentado, pensionista, funcionário público ou sua empresa tiver convênio para crédito consignado, procure uma linha de crédito consignado. Elas são mais baratas. Fale com seu empregador para saber onde é melhor contratar.

Situação 2: Se você tiver um imóvel ou veículo quitado em seu nome, pode tentar um empréstimo usando esses bens como garantia. Isso vale à pena para dívidas maiores que R$ 10 mil.

Situação 3: Para outros casos, procure uma linha de crédito pessoal. Antes de contratar junto ao seu banco, compare com as taxas oferecidas pelo mercado.

Perfil 6: Quero comprar uma casa própria

Não é o momento! Se você alugar um imóvel semelhante, vai economizar 2 vezes pelo menos. Se for financiar, a diferença é maior ainda. Isso pode mudar em algum momento quando o Brasil tiver taxas de juros mais baixas, mas agora não faz sentido comprar um imóvel.

Após leitura destas dicas sobre suas finanças, com certeza ficou mais fácil saber por onde começar para atingir seu objetivo financeiro. Em breves estaremos trazendo mais dicas pra vocês.

Por Thiago Nascimento. Estudante de Administração na UNIDAVI.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *